Visão geral
O ditado troca a digitação pela fala. Você grava o atendimento direto na tela de consulta (ou anexa um arquivo de áudio), o áudio é transcrito e a Aura redige os campos do prontuário a partir do que foi dito.
A entrega é campo a campo: cada trecho aparece com o rótulo do campo e um botão Usar. Nada entra no formulário sem você aceitar, e nada entra no prontuário até você salvar. A autoria do registro continua sendo sua — é o seu texto, revisto por você, que é assinado.
O áudio fica anexado à consulta, junto com a transcrição, para reouvir e conferir depois.
Conceitos-chave
- Transcrição: o áudio vira texto num serviço de reconhecimento de fala rodando em GPU própria — o mesmo que transcreve as notas de voz do WhatsApp na Orion Central. O áudio não sai da infraestrutura da Orion.
- Extração: a Aura lê a transcrição e a redige em prosa clínica, separando o que é relato do tutor (anamnese) do que é achado verbalizado no exame.
- Só o que foi dito: campo sem informação no áudio volta vazio e aparece na lista não mencionado. A Aura é instruída a nunca preencher com normalidade de rotina — ausência de menção não é ausência de alteração.
- Aceitar ANEXA: se o campo já tinha texto seu, o trecho aceito entra abaixo do que estava, nunca por cima.
- Diagnóstico: ela propõe o termo, e o sistema procura no catálogo desta clínica. Sem correspondência real, o campo fica em branco com o termo que ela ouviu — o modelo nunca emite um código.
- Cache da transcrição: transcrever de novo o mesmo áudio não reenvia nada para a GPU; o texto fica guardado na própria linha do arquivo.
Como usar
Na consulta, abra o painel Ditar a consulta (topo do formulário).
Clique em Gravar e conduza o atendimento falando normalmente — ou use Anexar áudio para subir uma gravação feita fora do sistema.
Clique em Parar e transcrever. A tela mostra os estágios: enviando, transcrevendo, a Aura redigindo.
Revise cada campo proposto: Usar joga o texto no formulário; você pode editar livremente depois.
Confira o que ficou em não mencionado e preencha à mão o que faltar.
Salvar consulta — e, quando o registro estiver completo, Assinar e finalizar.
Casos de uso
- Consulta longa: grava do início ao fim e sai com anamnese e conduta redigidas, em vez de digitar de memória no fim do dia.
- Mãos ocupadas: procedimento em que não dá para digitar; a fala vira registro.
- Áudio gravado no celular: anexa o arquivo depois, sem precisar ter gravado pela tela.
Boas práticas
Erros comuns e soluções
Integrações
Vive dentro de Consultas e escreve nos mesmos campos do registro SOAP. O áudio entra no acervo de mídia do paciente. A proposta fica registrada como sugestão da Aura para auditoria — junto com o que você de fato salvou —, e consome a cota de IA do plano, como os demais recursos da Aura.
Permissões
Escrever no prontuário (clinical.write) — ditar é atender. Não há permissão separada: o que a Aura produz aqui é proposta, e a escrita no registro é o seu salvamento.
Dúvidas frequentes
- A Aura escreve sozinha no prontuário?
Não. Ela propõe ao lado de cada campo; entra no formulário só o que você aceita, e no registro só o que você salva.
- O áudio sai da Orion?
Não. A transcrição roda em GPU da própria infraestrutura, pelo mesmo gateway que serve a Aura.
- Consulta assinada pode receber ditado?
Não. Registro assinado é imutável — o painel some, e correção entra por adendo.
- Posso ditar numa consulta que já está aberta?
Sim. O painel aparece tanto na tela de nova consulta quanto na consulta aberta — e essa segunda é a mais segura para gravações longas, porque o registro já existe enquanto você grava.