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Inteligência

Catálogos de referência

CID-10/CID-11, VeNom, TUSS e CBHPM: consultar, importar e mapear para o TISS.

Visão geral

Catálogos de referência é o inventário dos vocabulários que o resto do sistema consome: os de diagnóstico (o que o paciente tem) e os de procedimento (o que foi feito). Antes deste módulo esses catálogos só entravam por linha de comando, então "a importação do VeNom entrou?" era pergunta que só se respondia por acesso ao servidor.

A tela responde três perguntas: quanto tem carregado em cada vocabulário, se um código existe (busca por código ou descrição) e se o código chega a um CID-10 para a guia de convênio.

Conceitos-chave

  • Diagnóstico × procedimento: vocabulários diferentes, abas diferentes. Diagnóstico é CID-10, CID-11, VeNom e SNOMED CT; procedimento é TUSS, CBHPM, AMB, SNOMED CT, VeNom e os próprios da casa.
  • Vocabulário de faturamento: o XSD da ANS tem literalmente a tag diagnosticosCID10 — a guia de convênio sempre precisa de um CID-10, seja qual for o vocabulário do prontuário.
  • Cross-walk: a equivalência entre um código de outro vocabulário e o CID-10. Pode ser exata (os conceitos coincidem) ou aproximada (é o mais próximo).
  • Hierárquico × lista plana: CID compara por prefixo ("C" cobre C00–C97); VeNom exige código exato. É o que muda o comportamento das regras de compatibilidade do Glosa Zero.
  • Tabela licenciada: CBHPM e AMB são da AMB e não vêm no sistema — a clínica importa a edição que licenciou.
  • Aditivo × atualizar: aditivo só acrescenta o que falta; atualizar reescreve o que já existe.
  • Incluso × a importar: o CID-10 (DATASUS), a TUSS (ANS) e o VeNom vêm no sistema e entram sozinhos no provisionamento — a cada atualização do ERP, sem a clínica fazer nada. CID-11, CBHPM, AMB e SNOMED CT são catálogos de TERCEIRO: a clínica obtém o arquivo e importa. Card zerado com o selo a importar não é defeito; é o estado esperado até alguém trazer o arquivo.
  • Código hierárquico × identificador opaco: no CID-10 o código carrega significado — “C” cobre C00–C97, e a regra do Glosa Zero casa por prefixo. No SNOMED, o SCTID é um número SEM significado posicional: comparar por prefixo aprovaria item errado em silêncio, então a comparação é sempre por igualdade. Por isso o card do SNOMED diz lista plana mesmo sendo um vocabulário hierárquico por natureza — a hierarquia dele vive nas relações, não no texto do código.
  • Idioma do vocabulário: CID-10 e CID-11 têm tradução oficial em português; SNOMED CT é em inglês — o card avisa, e o campo de diagnóstico também: busque por otitis, não otite. O VeNom é caso à parte: a release oficial traz rótulo em pt-BR para a maioria dos diagnósticos (4.916 dos ativos), e é ele que aparece na busca; o termo que a fonte ainda não traduziu fica em inglês. Em qualquer caso a tradução é da fonte, nunca nossa — traduzir termo clínico por conta própria é a mesma falta que inventar código. Os procedimentos do VeNom não têm tradução oficial e seguem em inglês.
  • Extensão × edição: a Veterinary Extension do SNOMED depende do International Edition. Ela traz o conteúdo veterinário que saiu do núcleo em 2014, mas metade das relações de hierarquia aponta para conceitos do núcleo — carregar só a extensão dá um catálogo utilizável para busca, não um grafo completo.
  • Organismos à parte: os ~30 mil organismos do SNOMED (espécies, bactérias, vírus) ficam num vocabulário próprio, consultável aqui e FORA do campo de diagnóstico do prontuário — no meio dos achados, tornariam a busca inútil.

Como usar

  1. Abra Catálogos e escolha a aba (Diagnósticos ou Procedimentos).

  2. Os cards do topo mostram quanto há em cada vocabulário, a edição carregada e onde obter o arquivo quando estiver zerado.

  3. Busque por código ou parte da descrição; filtre por vocabulário e, no VeNom, por espécie.

  4. Use Exportar resultado para levar o que está na tela para uma planilha.

  5. Para carregar um catálogo novo, clique em Importar, escolha o vocabulário, deixe o modo em Aditivo e selecione o CSV.

  6. Na coluna CID-10 (cross-walk), clique em Mapear para dar a um código VeNom ou CID-11 a equivalência oficial — é o que o faturamento de convênio usa, quando o módulo Convênios está ativo.

Casos de uso

  • Implantação de clínica veterinária: importar o VeNom e conferir a contagem antes de liberar o prontuário para a equipe.
  • Guia parada: o faturista abre o catálogo, encontra o termo VeNom da consulta e mapeia o CID-10 correspondente sem abrir chamado.
  • Edição nova da CBHPM: importar em modo Atualizar para trazer portes e CH revisados.
  • Conferência: "o código 10101012 existe na TUSS?" — busca direta, sem SQL.

Boas práticas

Erros comuns e soluções

Integrações

Alimenta a busca de diagnóstico do prontuário (o vocabulário oferecido vem da vertical da unidade), o código de cobrança dos Serviços e das tabelas de preço, as regras de compatibilidade procedimento × CID do Glosa Zero e a tag diagnosticosCID10 da guia em Convênios.

Permissões

Consultar e exportar: Ver prontuários (clinical.read). Importar em massa: Gerenciar plataforma (platform.manage). Mapear cross-walk individual: Gerenciar faturamento (billing.manage) — quem esbarra num código sem equivalência é o faturista, com a guia parada na mão.

Dúvidas frequentes

Por que a clínica veterinária também vê CID-10?

Zoonose e faturamento de convênio pedem CID-10. O VeNom é o padrão do dia a dia veterinário; o CID-10 continua disponível para esses casos.

O sistema inventa a equivalência para o CID-10?

Nunca. Sem mapeamento cadastrado, o faturamento pede o código à mão. Equivalência clínica é decisão de gente.

Por que os termos do SNOMED estão em inglês?

Porque é assim que o release é publicado — não há tradução oficial em português do SNOMED CT, e o Orion não traduz termo clínico por conta própria: seria inventar conteúdo médico. Busque pelo termo em inglês (otitis, dermatitis, fracture); a descrição fica gravada como está no catálogo.

Por que os organismos não aparecem no campo de diagnóstico?

São ~30 mil (espécies, bactérias, vírus) e afogariam os ~3 mil achados clínicos na busca. Ficam num vocabulário próprio, consultável e exportável nesta tela.

Importei a extensão veterinária e metade das hierarquias não fecha — é defeito?

Não. A Veterinary Extension depende do International Edition do SNOMED: 49% das relações apontam para conceitos do núcleo, que vêm no outro pacote. Para busca e registro o catálogo já é utilizável; para navegar a hierarquia inteira é preciso carregar o International também.

Por que o SNOMED não aparece no botão Importar?

Porque a importação pela tela manda o arquivo inteiro no pedido, e um release RF2 tem dezenas ou centenas de MB — não passa pelo navegador. A carga é por linha de comando no servidor: bun run db:seed-snomed .

CID-10 e TUSS já vêm carregados?

Sim. Os dois são dado público (DATASUS e ANS), acompanham o sistema e entram sozinhos no provisionamento — inclusive a cada atualização, que acrescenta o que faltar sem tocar no que já existe.

E o CID-11, por que vem zerado?

Não acompanha o sistema: ainda não tem tradução pt-BR oficial publicada como a do CID-10. Obtenha o arquivo na fonte indicada no card e importe. O Orion não inventa código clínico.

Preciso carregar o VeNom?

Não. Ele vem no sistema e entra sozinho a cada atualização do ERP, junto com CID-10 e TUSS: diagnósticos, queixas de apresentação, motivos de visita, procedimentos, testes diagnósticos e raças. Se sair uma release nova do VeNom e você não quiser esperar a próxima atualização, dá para adiantar com bun run db:seed-venom <arquivo.xlsx> a partir da planilha oficial (rode antes com --dry-run, que lê e relata sem gravar).

O VeNom trouxe 2 mil raças e não vejo nenhuma no cadastro do paciente. É defeito?

Não — elas entram DESATIVADAS de propósito. São nomes em inglês somando a um catálogo pt-BR já curado; ligadas de uma vez, o campo Raça viraria uma lista de mil itens com 'Pastor Alemão' e 'German Shepherd' juntos. Ative em Catálogos → Raças as que a clínica atende.

Por que a CBHPM vem zerada?

É tabela licenciada da AMB, de distribuição restrita, e não pode ser distribuída no sistema. A clínica importa a edição que licenciou.

Posso apagar um catálogo carregado?

Não por esta tela. Reimportar em modo Atualizar corrige descrições; remoção em massa é operação de banco, feita pela Orion.

Qual a diferença para o comando de linha?

Nenhuma no resultado — a tela e os comandos db:seed-cid, db:seed-diagnosis, db:seed-tuss e db:seed-cbhpm usam a mesma mecânica. O comando serve para arquivos acima dos limites da tela.