Visão geral
Operadoras é onde a unidade declara COMO conversa com cada convênio. Cada operadora conectada usa um provedor de integração, e é ele que sabe falar com aquela operadora — o resto do ERP não sabe (nem precisa saber) de qual se trata.
Hoje existem dois provedores. A Operadora de demonstração responde a tudo, em memória, e serve para conhecer o fluxo inteiro sem depender de ninguém. A Operadora manual é para os convênios que não têm integração: cada operação vira uma tarefa para alguém resolver no portal e registrar de volta — e o restante do sistema não sabe a diferença. Conta médica, Glosa Zero, financeiro e relatórios se comportam igual.
É isso que torna a troca indolor: no dia em que uma operadora passar a oferecer integração, muda-se o provedor da conexão. Nenhuma tela, nenhum relatório e nenhum lançamento contábil mudam.
Conceitos-chave
- Provedor: o adaptador que fala com a operadora. Declara capacidades — o que ele sabe fazer. Nenhuma operadora oferece tudo, e a tela só mostra o que existe.
- Capacidade: elegibilidade, cobertura, carência, autorização, faturamento, coparticipação, pagamentos, conciliação, webhooks, envio de documentos… A operadora manual, por exemplo, não tem catálogo de procedimentos nem webhook — e nem deveria fingir que tem.
- Credencial: guardada cifrada e nunca exibida de volta. Trocar é digitar a nova; desconectar apaga a credencial e preserva o histórico da conexão — é durante o período conectado que estão as contas que alguém pode contestar meses depois.
- Modo da operação: toda operação registra se foi automática, manual, aguardando, falhou ou não suportada. É esse registro que permite oferecer o caminho manual sem o resto do sistema perceber.
- Idempotência: pedir duas vezes a mesma autorização devolve a MESMA senha; apresentar a mesma conta duas vezes não gera dois faturamentos. Do lado da operadora o ERP não alcança para desfazer, então a proteção é antes.
- Fila de sincronismo: falha vira nova tentativa com espera crescente (1 min → 24 h, 7 vezes). Esgotadas, o item para e espera decisão humana.
Como usar
Cadastre a operadora em Convênios (o cadastro comercial vem antes da integração).
Abra Configurações → Operadoras e clique em Configurar no provedor adequado.
Escolha a operadora e preencha a credencial. Sem integração disponível, use a Operadora manual.
Use Testar para confirmar. Credencial recusada deixa a conexão marcada — ela não fica fingindo que está conectada.
Faça o de/para dos procedimentos em Convênios → Procedimentos da operadora.
Acompanhe a saúde da integração e a fila de sincronismo nesta mesma tela.
No atendimento
Casos de uso
- Conhecer o fluxo: conecte a Operadora de demonstração numa unidade de teste e percorra elegibilidade → cobertura → autorização → faturamento → pagamento → conciliação sem nenhuma dependência externa.
- Convênio sem integração: conecte a Operadora manual. A equipe resolve no portal, registra aqui, e o financeiro fecha igual.
- Trocar de provedor: quando a operadora passar a oferecer integração, reconfigure a conexão. O histórico continua valendo.
Boas práticas
Erros comuns e soluções
Integrações
Alimenta Convênios (carteirinhas, elegibilidade, autorizações, de/para), o Faturamento (conta médica, Glosa Zero, faturamento por convênio e painel de glosas) e o Financeiro — o repasse da operadora baixa convênios a receber pelo mesmo caminho do retorno TISS. Os eventos provider.claim.updated e provider.authorization.updated são publicados nos webhooks de saída.
Permissões
Operadoras conveniadas (insurers.manage) para conectar, testar, desconectar e trocar credencial; Faturamento (billing.manage) para apresentar contas, registrar retorno, importar repasses e conciliar.
Dúvidas frequentes
- Preciso de internet para o ERP funcionar?
Não. Nenhuma parte do prontuário ou do faturamento depende de operadora externa. Sem integração, tudo segue pelo caminho manual — e a Operadora de demonstração roda inteiramente nesta máquina.
- A credencial aparece em algum lugar?
Não. Ela é cifrada no banco, nunca volta para a tela, nunca entra em log e é removida das mensagens de erro antes de serem gravadas. A auditoria registra QUE a credencial foi trocada, nunca o valor.
- Uma operadora nova exige atualizar o sistema?
Exige um provedor novo — mas nada além dele. As telas, as tabelas e os relatórios não mudam: os cards vêm do catálogo de provedores e o formulário de credencial é montado a partir do que o provedor declara.
- O que acontece se a operadora ficar fora do ar no meio de um atendimento?
A operação é registrada como falha, entra na fila de nova tentativa e a tela oferece o caminho manual. O atendimento não para.